Ela corria, a outra corria também, e ela tentava a alcançar, e ela observava a rapidez da outra, a vontade com que corria, a sensação de liberdade que sentia, com o vento de um dia frio de inverno tocando sua pele sem nenhuma delicadeza, um sol pálido de final de tarde.. havia um sorriso nos lábios dela, e sorriu de novo ao perceber o sorriso em seus lábios. Naquele momento ao mesmo tempo que o vento agitava seus cabelos, também varria pra longe seus pensamentos, nada importava, nada a preocupava, estava feliz, uma felicidade pura e delicada, que só pode vir das coisas simples da vida. Era a menina e sua cachorrinha, sua pequena companheira, com quem conheceu aspectos diferentes da vida. A menina realmente gostou daquilo, percebeu que precisava daquilo, que aquilo era bonito e importante para ela, e não seria perdido, seria registrado, outras vezes revivido, lá em seu lugar favorito, um lugar encantado. Onde o que era bom era protegido.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Corpo viciado em sofrer
cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam não...
Quando era pra estar tudo bem, quando deveria estar feliz...
eu não posso escolher,
não consigo mudar,
essa situação que me persegue
ou que meu corpo insiste em sentir,
sem harmonia entre corpo e mente,
não da pra entender,
cansei de perguntar,
cansei de tentar,
não sei mais o que fazer,
não quero morrer,
só esquecer,
só desaparecer
até melhorar,
cansei de chorar,
de me desesperar,
tem algo que eu não sei acontecendo?
minha mente está feliz,
mas meu corpo esta sofrendo!
dor que não sei como explicar
um buraco no peito?
aberto, machucado com carne necrosada nas bordas
ou uma mão de ferro me espremendo?
não importa
mas quanto tempo ainda vai levar
pra isso acabar?
desaparecer, sumir
antes d'eu sucumbir?
a unica explicação
que não é muito eficiente
é ter um corpo doente,
viciado nessa sensação,
viciado na dor e no sofrimento,
sera que pode ser assim tão lento?
não consegue ver que tudo acabou?
a ultima coisa a dizer eu lamento:
eu estou feliz e ao mesmo tempo sofrendo!
Quando era pra estar tudo bem, quando deveria estar feliz...
eu não posso escolher,
não consigo mudar,
essa situação que me persegue
ou que meu corpo insiste em sentir,
sem harmonia entre corpo e mente,
não da pra entender,
cansei de perguntar,
cansei de tentar,
não sei mais o que fazer,
não quero morrer,
só esquecer,
só desaparecer
até melhorar,
cansei de chorar,
de me desesperar,
tem algo que eu não sei acontecendo?
minha mente está feliz,
mas meu corpo esta sofrendo!
dor que não sei como explicar
um buraco no peito?
aberto, machucado com carne necrosada nas bordas
ou uma mão de ferro me espremendo?
não importa
mas quanto tempo ainda vai levar
pra isso acabar?
desaparecer, sumir
antes d'eu sucumbir?
a unica explicação
que não é muito eficiente
é ter um corpo doente,
viciado nessa sensação,
viciado na dor e no sofrimento,
sera que pode ser assim tão lento?
não consegue ver que tudo acabou?
a ultima coisa a dizer eu lamento:
eu estou feliz e ao mesmo tempo sofrendo!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
De onde vem o mundo?
...afinal de contas, algum dia alguma coisa tinha de ter surgido do nada...
De onde vem o mundo?
Não faço a menor ideia, pensou Sofia. Mas também ninguém sabe! E apesar disso Sofia achou a pergunta pertinente. Pela primeira vez em sua vida ela pensava que era praticamente impossível viver num mundo sem ao menos perguntar de onde ele vinha. [...] Não..isto ela realmente não sabia. É claro que Sofia sabia que o mundo era apenas um pequeno planeta no meio de um universo enorme. Mas, então, de onde vinha o universo?
naturalmente ela poderia pensar que o universo era uma coisa que sempre existiu. Nesse caso, ela não precisava encontrar uma resposta para a questão de saber de onde ele vinha. Mas será que alguma coisa podia ser eterna? Alguma coisa dentro dele protestava contra isto. Tudo que existe tem q ter um começo. Portanto, em algum momento o universo também tinha de ter surgido a partir de uma outra coisa.
Mas se o universo de repente tivesse surgido de alguma outra coisa, então essa outra coisa também devia ter surgido de alguma outra coisa algum dia. Sofia entendeu que só tinha transferido o problema de lugar. Afinal de contas, algum dia alguma coisa tinha de ter surgido do nada. Mas será que isso era possível? Esta ideia não era tão absurda quanto a noção de que o mundo sempre existiu?
Nas aulas de religião ensinavam a ela que Deus tinha criado o mundo, e agora Sofia tentava se consolar com o fato de que, apesar de tudo, esta talvez fosse a melhor solução para o problema. Mas logo começou a pensar novamente. Ela até poderia se contentar com o fato de Deus ter criado o mundo. Mas e o próprio Deus? Teria ele próprio se criado a partir do nada absoluto? De novo alguma coisa dentro dela protestava contra essa ideia. Embora não restasse dúvida de que Deus fosse capaz de criar todas as coisas possíveis, dificilmente ele poderia ter criado a si mesmo, sem antes possuir um "si mesmo" através do qual pudesse criar. E então só restava uma possibilidade: Deus sempre existiu. Mas esta possibilidade ela já tinha rejeitado. Tudo que existia tinha que ter tido um começo....
O Mundo de Sofia: página 17 à 19
De onde vem o mundo?
Não faço a menor ideia, pensou Sofia. Mas também ninguém sabe! E apesar disso Sofia achou a pergunta pertinente. Pela primeira vez em sua vida ela pensava que era praticamente impossível viver num mundo sem ao menos perguntar de onde ele vinha. [...] Não..isto ela realmente não sabia. É claro que Sofia sabia que o mundo era apenas um pequeno planeta no meio de um universo enorme. Mas, então, de onde vinha o universo?
naturalmente ela poderia pensar que o universo era uma coisa que sempre existiu. Nesse caso, ela não precisava encontrar uma resposta para a questão de saber de onde ele vinha. Mas será que alguma coisa podia ser eterna? Alguma coisa dentro dele protestava contra isto. Tudo que existe tem q ter um começo. Portanto, em algum momento o universo também tinha de ter surgido a partir de uma outra coisa.
Mas se o universo de repente tivesse surgido de alguma outra coisa, então essa outra coisa também devia ter surgido de alguma outra coisa algum dia. Sofia entendeu que só tinha transferido o problema de lugar. Afinal de contas, algum dia alguma coisa tinha de ter surgido do nada. Mas será que isso era possível? Esta ideia não era tão absurda quanto a noção de que o mundo sempre existiu?
Nas aulas de religião ensinavam a ela que Deus tinha criado o mundo, e agora Sofia tentava se consolar com o fato de que, apesar de tudo, esta talvez fosse a melhor solução para o problema. Mas logo começou a pensar novamente. Ela até poderia se contentar com o fato de Deus ter criado o mundo. Mas e o próprio Deus? Teria ele próprio se criado a partir do nada absoluto? De novo alguma coisa dentro dela protestava contra essa ideia. Embora não restasse dúvida de que Deus fosse capaz de criar todas as coisas possíveis, dificilmente ele poderia ter criado a si mesmo, sem antes possuir um "si mesmo" através do qual pudesse criar. E então só restava uma possibilidade: Deus sempre existiu. Mas esta possibilidade ela já tinha rejeitado. Tudo que existia tinha que ter tido um começo....
O Mundo de Sofia: página 17 à 19
terça-feira, 21 de junho de 2011
Orgulho e Preconceito
Para quem gosta de uma leitura inteligente, envolvente, e romântica de uma forma profunda e delicada Orgulho e Preconceito é o livro perfeito, é o segundo romance escrito pela consagrada escritora britânica Jane Austen antes dos 21 anos, publicado em 1813, é escrito de forma satírica e tem sua particularidade na forma em que a autora transcende o preconceito causado pelas primeiras impressões e adentra no psicológico, mostrando como o auto- conhecimento pode interferir nos julgamentos feitos a outras pessoas.
A autora revela certas posturas de seus personagens em situações cotidianas que, muitas vezes causam momentos cômicos aos leitores, dando um caráter mais leve e irônico ao livro. A escritora apresenta seu poder de expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz, capaz de transmitir mensagens complexas valendo-se de seu estilo a um tempo simples e espirituoso.
O principal tema do livro é contemplado logo na frase inicial "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, deve estar em busca de uma esposa." Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: a autora declara que o foco da trama será os relacionamentos e os casamento, dá um tom de humor à obra ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum, e prepara o leitor para a caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes.
O ramance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra no século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma casada, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo.
Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima à casa dos Bennet, a Sra. Bennet enxerga um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o vizinho é visto com bons olhos, o Sr. Darcy é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele por ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira; mesmo com uma má primeira impressão, Darcy se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, inseridos na sociedade inglesa rural do final do século XVIII.
O livro ganhou diversas versões para o cinema, a mais recente e particularmente a que eu mais gosto é de 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais. O filme é muito fiel ao livro, e conta com cenários e paisagens incríveis.
Eu gosto de muitos livros, mas este é meu favorito, geralmente eu leio muito rápido os livros que gosto, mas este eu li devagar, apreciando cada passagem, e me deslumbrando com a história, um romance perfeito, inocente, e outra coisa de que gostei muito -e que pode ser muito bem visualizada no filme- foi conhecer a cultura da época, os trajes, o modo como se iniciavam os relacionamentos, os bailes...enfim, esse livro foi um companheiro. Obrigada Jane, por ter sido uma mulher corajosa, que fez o que gostava mesmo indo contra a tradição de sua época, e nos deixado este presente!
Deixa acontecer naturalmente
Muitas vezes queremos ter controle total de nossas vidas, programamos, planejamos, decidimos como as coisa vão ser e acontecer, mas nós não sabemos o que a vida tem programado para gente, com certeza é o que precisamos que aconteça, por mais que muitas vezes não nos seja agradável. Quando se insiste muito no caminho errado, a vida vai te por no caminho certo, mesmo que você resista ela vai conseguir, e ainda bem, porque é aí que vemos o quanto fomos cegos. Mesmo saindo agora de uma crise muito recente, não vejo com maus olhos o que me aconteceu, na verdade agora consigo ver claramente que eu não estava ouvindo a mim mesma, que eu era preocupada demais com coisas que não mereciam tanta atenção, fazia coisas que não gostava porque tinha a ilusão de que DEVIA fazer, e isso não passou desapercebido pelo meu corpo que foi acumulando um stress muito grande, mas mesmo assim, eu muito teimosa, continuei fazendo o que eu tinha planejado e que achava que era o certo, não ouvi os recados que a vida me deu, até que ela teve que realmente me impedir de continuar com aquilo. Agora me respeito mais, e tento ouvir o que eu sinto, priorizando minha felicidade. É claro que devemos ter coisas planejadas na nossa vida, mas devemos saber que as coisas não vão acontecer exatamente do jeito que queremos, o que a gente pode fazer é não cruzar os braços, viver da maneira que achamos correto e seguir nosso ideais, e o resto acontece naturalmente...Em uma das poucas vezes que deixei as coisas irem acontecendo naturalmente foi quando a melhor coisa da minha vida aconteceu, e em um momento que não poderia ser mais perfeito. Isso foi uma coisa que me deixou deslumbrada, que força é essa que parece estar a par do que acontece conosco e vai encaixando peças de um quebra cabeça, fazendo as coisas fazerem sentido?
Eu não sei responder, só posso ficar a imaginar e a apreciar...
Aprendendo que eu posso errar, porque não existe erros, apenas lições. O crescimento é um processo de experimentação. Os "fracassos" são tanto parte do processo de ensino, quanto os "êxitos."
Razão do meu viver
A primeira postagem deste blog é dedicada a pessoa que eu mais amo no mundo, Eduardo Mônaco, quem me proporcionou os 1 ano e 7 meses mais felizes da minha vida, quem me mostrou que a frase "a vida não começa quando se nasce, começa quando se ama" é real, quem me fez descobrir e gostar de coisas fantásticas..quem despertou ainda mais meu espírito questionador, ávido por conhecimento, que me possibilitou o acesso a parte deste conhecimento, que me faz ser uma pessoa cada vez melhor. E quem deu a ideia de fazer este blog, acho que como uma forma de descarregar um pouco os pensamentos que tanto fervilham na minha cabeça. Bom, só tenho a agradecer por viver um romance digno de Jane Austen, o que me faz pensar em como tenho sorte e em como a vida é misteriosa em seus caminhos, como as coisas acontecem no momento certo..mas isso é assunto para um próximo post!
Amo vc Dú, razão da minha vida <3
Praia dos Amores-Porto Seguro-BA
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